Ele: Como você está se sentindo hoje?
Ela: Bem.
Ele: Defina “bem”.
Ela: Magoada, insegura, com ciúmes, fodida e decepcionada.
Os primeiros dias são terríveis. Terríveis testes de auto controle. Dá vontade de ligar, mandar mensagem, cartão postal, sinal de fumaça. Só pra saber se tá bem, se comeu direitinho e tomou o remédio. Saudade saudade saudade. Maldita falta de costume da ausência.
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| — | Jéssica Barreto (via y-ourpoison) |
Consigo até passar o dia bem. Sorrisos lá, brincadeiras cá. Mas à noite chega e com ela vem esse vazio, essa solidão. O silêncio do meu quarto se mistura aos meus pensamentos turbulentos e ao barulho dos carros que passam, enquanto que as lágrimas mudas caem do meu rosto. Todas as noites são assim, todas essas coisas se misturando dentro de mim. Não é drama, até porque se fosse, eu enfatizaria muito mais o quanto isso tudo dói. Mas eu não quero propagar essa dor para todos. Quero apenas dizer que ela está aqui, e que incomoda. Me tira o sono, me levando às vezes à ver o dia clarear. Não dá para esconder, o vazio sempre está do meu lado. Mas à noite quando o silêncio domina tudo, esse sentimento fica ainda maior… Se é que tem como. Não que seja impossível suportar isso tudo, acho até que já estou anesteziada a esse tipo de dor. Suporto isso todos os dias, não é? Mas sei lá, só queria saber como é não sentir isso.
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| — | Maria Paula (i-ndomitable) |

